segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Entre vontades e preconceitos


Todos têm o direito de serem livres, de buscarem sua felicidade, tudo que os faça bem e faça sua própria identidade. Um homem não seria um homem sem suas próprias vontades, sem as aspirações que o faz agir no impulso, que o faz construir o mundo através da arte, do trabalho e do convívio em sociedade. “... as músicas, as danças, os discos...” como diz a música é o que cria a identidade, a cultura de cada homem. A cultura é o que nos diferencia, nos faz ser o que somos e, também, o que leva alguns a rejeitarem os outros, a guerrear e, a matar.

Ao longo da história humana as diferenças, sejam religiosas, políticas, artísticas e até mesmo de sexo foram os verdadeiros motivos por toda a luta, todo o sangue derramado. Pais e filhos, amigos, vizinhos lutando pela intolerância, pela não aceitação no outro do que não há em si. Na Alemanha de Hitler, vizinhos denunciavam vizinhos e até familiares eram entregues para um regime racista e intolerante.

O fim do Nazismo deu-se, enfim, mas não levou consigo o preconceito, o olhar de desprezo pelo que é diferente, não levou nem ao menos a guerra. O dia-a-dia de discussões religiosas, de guerras entre punks e pagodeiros, brancos e negros parece não chegar ao fim.

“Ninguém é igual a ninguém...” continua Humberto Gessinger. E continuamos também lutando e esperando o dia em que cada um enxergar o quão humano é ser negro ou branco, é ser católico ou muçulmano, é querermos para nós o que achamos ser o melhor.

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